13 de novembro de 2007

Disciplina ou Complacência?

Depois de uma manhã (de sábado - 10/11/07) dedicada a limpeza da casa, resolvi dar uma parada (até pq não tinha nada melhor para fazer) e organizar algumas fitas cassete (atentem para este detalhe) de alguns aniversários dos meus filhos. A idéia era organizar por datas, mas aí já viu né?O que era trabalho, virou passatempo...rss
Isso me fez recordar certos valores que minha mãe me passou ainda na infância e insistindo para que eu me lembrasse deles a todo instante. E como num jogo de "lembrar disso que levou a lembrar daquilo" eu simplesmente fui longe neste minha mente viajante!
Há poucos meses, julgamos severamente como na inquisição, o pai do cretino que deu uma surra na empregada. Sim, aquele fato que parou nos jornais de toda a cidade, se não do país. Dedos em riste e gritarias indignadas podem até servir de catarse, mas como num CD arranhado, nossas perversões de caráter vão se repetir, até decidirmos com coragem, enxergar onde estão os furos na nossa cultura que afetam negativamente a nossa convivência. Posso começar com um "mea culpa".

Assistindo a uma dessas fitas cassete que gravei do meu filho com três anos de idade, na época, ouvi ao fundo a música do Toquinho “O filho que eu quero ter”. Já mexida com a gravação, as lágrimas desceram.

Enlevada, levei um choque quando ele cantou: Um filho a quem eu possa amar e a quem só diga que sim.

Não estou aqui para crucificar o Toquinho, as novelas ou a cultura popular, mas a cultura espelha os nossos valores, é um retrato bem acurado do que é permitido, aturado e até incentivado! Não sou a favor da censura, os profissionais de comunicação expressam o que observam. No entanto, se queremos realmente mudar para melhor, se queremos uma sociedade mais adulta e responsável, temos de refletir mais, conversar mais sobre valores, pensar mais nas conseqüências boas e más dos nossos princípios de valores.

Muitos de nós, da geração 1960, pensávamos em filhos mais como possessões amadas e engraçadinhas a serem paparicadas, do que em criar cidadãos responsáveis e disciplinados.
Mais em dar prazer do que ajudá-los a procurar a verdadeira felicidade.
Mais em torcer para que passem em concursos que vão permitir trabalhar pouco e ganhar muito, do que guiá-los na angustiosa, mas gratificante busca de encontrar a profissão que vai usar e ampliar seu talento maior.
Mais em concordar com um sistema estúpido de educação que obriga o jovem de 17 anos a escolher uma faculdade, escolhendo uma carreira sem estar preparado, do que brigar pela mudança.
Mais em concordar em colocar nossos filhos em escolas particulares, do que brigar com os políticos por escolas públicas decentes, sem nos importar que escola vai sobrar para os que não podem pagar.
Mais em concordar de deixar crianças serem torturadas nas ruas do que exigir planejamento familiar, alojamento e educação para os meninos de rua.

Exigir de quem?
Dos políticos através de telegramas, telefonemas, cartas, e-mails, passeatas, cartas a jornais, discurssos em escolas, etc...

Quantos de nós fazem isso?
Mais em reclamar do governo, do que olhar para o próprio umbigo. O governo somos nós!
Mais em receber do que em dar, sem aprender que é dando que se recebe.
Mais em se acomodar em ser mediocremente seguro, do que lutar para acordar todos os dias para trabalhar com entusiasmo e presentear a sociedade e a si mesmo com o seu talento.
Confundir prazer com felicidade é típico da nossa maneira de pensar sem refletir.
Prazer é essencial, uma vida sem prazeres seria triste, mas aquela profunda sensação de que você está no caminho certo, está fazendo o que é bom, de que está dando pequenos passos adiante todos os dias, de que está sendo útil e contribuindo com a sua parte da melhor maneira que pode. Essa sensação é a que dá auto-estima, trás paz de espírito e inspira verdadeiras amizades. Não aquela que você pode ter ou comprar, apenas ser.



Mudando de assunto...


Tenho na minha casa um gorducho, careca e banguela muito gostoso!

Calma, calma...não é o meu marido...rss

Estou falando da gostosura do Caio, filhote da minha prima Fabiana, que com apenas 4 meses virou o encanto da casa nestes últimos três dias.
Ele me fez lembrar tanto dos meus pimpolhos pequeninos...que saudade!!!

Aqui vai uma fotinho dele, muito gatinho!!!



Beijos Grandes.

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